Em épocas quando a banda larga já se tornou crucial na casa da maioria dos brasileiros e até mesmo o coitado do 3G que nunca agradou já está abrindo espaço para o 4G no país, fica difícil acreditar que a americana AOL ainda lucra nas custas da conexão discada, inclusive alimentada por conterrâneos na Terra do Tio Sam que insistem em contribuir com o serviço. No fim de 2011 rolaram comentários anunciando que a base de usuários do serviço ainda passava de 3,5 milhões de assinantes, o que já é surpreendente.
Apesar da empresa deixar claro que pretende abandonar os serviços de provedor de internet e dedicar sua estrutura inteiramente para a parte de conteúdo e publicidade, pois hoje a companhia administra portais de renome como Engadget, Huffington Post e TechCrunch, os assinantes do arcaico serviço de internet discada contribuíram com cerca de US$ 500 milhões de dólares em receita para a companhia no ano de 2012. Apenas no último trimestre, esses mesmos assinantes de internet renderam US$ 230,8 milhões contra US$ 213,2 milhões de dólares no campo de publicidade, conforme estatísticas da empresa no Yahoo Finance. Especialistas afirmam que o público responsável pelos lucros da companhia no campo de serviços para internet acabam sendo usuários antigos, os quais, na prática não utilizam mais os serviços de internet discada, mas por desconhecimento, acabam contribuindo com a oferta, pois acreditam que mesmo navegando através de uma conexão de banda larga, ainda precisam da assinatura com a AOL para receber a conexão. Outros arriscam a dizer que as exigências para cancelar os serviços são tantas e o processo acaba sendo tão estressante que as pessoas deixam de lado e seguem pagando.
Vale lembrar que no início de 2011 comentamos sobre os famosos CD´s da própria AOL, oferecendo internet discada, distribuídos pela empresa anos atrás, sendo uma análise interessante diante das estratégias tomadas por um das pioneiras em serviços para internet.
Fonte: Gizmodo, Tecnoblog e Terra Tecnologia
