Na semana retrasada (07/11/13), o New York Times noticiou um suposto esquema, acusando a Agência Central de Inteligência (CIA) por contribuir com mais de US$ 10 milhões de dólares por ano em benefício da AT&T, gigante das telecomunicações norte-americana, em troca de registros telefônicos dos clientes da companhia, informações extraídas do imenso banco de dados alimentado pelas milhares de linhas administradas pela empresa. Conforme a descrição, a ação é realizada através de um contrato voluntário, sem determinação judicial.
Legalmente a CIA não tem o direito de espionar as atividades dos norte-americanos, dessa forma, acaba aderindo soluções paliativas, alegando como razão, o combate contra o terrorismo. Na maioria dos casos, os dados coletados envolvem ligações entre estrangeiros, no entanto, quando uma das partes é alguém que está nos EUA, a AT&T não divulga a identidade da pessoa, mascarando também os dígitos do telefone. A questão é que diante da necessidade, a CIA pode encaminhar o número “mascarado” ao FBI, quem pode emitir uma intimação contra a AT&T solicitando a “abertura” completa dos dados.
Segundo o porta-voz da CIA, Dean Boyd, as atividades envolvendo a coleta de dados por parte da agência são legais, estando sujeitas a fiscalização, ao mesmo tempo não afirmando a existência do esquema com a operadora. Mark Siegel, representante da AT&T, apenas afirmou a valorização da privacidade dos clientes, além da proteção que a mesma merece, garantindo o cumprimento dos aspectos previstos na lei.
Diante de toda a repercussão iniciada desde o vazamento de dados da NSA por parte de Edward Snowden, uma revelação como essa acaba não causando tanto impacto quanto realmente remete, sendo considerada apenas mais uma façanha do governo americano.
Fonte: GGN, Link Estadão e Zero Hora
